No ano de 1963 uma reestruturação da Orquestra Nacional de Cuyo trouxe a Mendoza numerosos músicos de toda a Argentina e do mundo todo, tornando a orquestra de Mendoza na melhor do interior da Argentina e levando a província a possuir uma das melhores escolas de música da América do Sul. Entre aqueles que chegaram encontrava-se o oboísta Juan José González, que fora o primeiro oboé e chefe da cadeira do mesmo instrumento durante trinta años.
Juan José González ficou interessado quase desde sua chegada a Mendoza em conhecer as qualidades da cana que crescia selvagem na campina ao pé dos Andes, sem imaginar que, graças a essas provas, a cana desta região seria conhecida anos depois no mundo todo.
No começo da década de 80, o crescimiento do mercado de saxofones fez com que os principais fabricantes de palhetas procurassem novos fornecedores de matérias-primas para poder incrementar sua produção. Procurou-se em muitos lugares, porém foi a Argentina que possuía o crescimiento que o mercado demandava: por um lado a Argendonax S.R.L. que conta atualmente com cinco plantações que totalizan uma área de 54 hectares, propriedade da família González, fundada em 1982; por outro lado, a Cañas de Castilla S.A., propriedade da firma Rico.
Atualmente a Argendonax S.R.L. produz e vende matérias-primas e blanks a numerosas fábricas do mundo. Tambén fabrica a conhecida Palheta Zonda, exclusivamente com material da plantação de 3 de mayo (a maior del mundo) e palhetas para oboé, corne inglês, fagote, etc.